sexta-feira, 4 de março de 2011
contorno
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
por dentro e por fora
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
retrospectiva
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
brindar
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
máscara
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
no momento, agora
sábado, 4 de dezembro de 2010
20 minutos
terça-feira, 30 de novembro de 2010
balões
Eu lembro de uma vez quando era pequena e enchi um balão vermelho maior que o normal, com aquele gás que faz voar alto. E amarrei uma fitinha azul no meu pulso e na ponta do nó vermelho, mais acima. E fiquei assim, presa ao meu balão, que parecia alto demais se eu arriscasse um olhar pra cima. E fui brincar.
No meio de uma corrida, o nó da fita se soltou e o balão saiu voando meio rápido para o meu pouco tamanho conseguir alcançar. Não podia fazer nada mais do que olhar ele subir. E subir um pouco mais.
Porque só o meu balão? Não podia ser o das outras meninas? E foi aí que eu entendi o que era perder.
Pode ser um exemplo bobo, mas vendo aquele vermelho virar um pequeno pontinho no céu enorme, eu percebi como é ruim ver o que você gosta, indo embora.
Desde então, ao invés de amarrar os meus balões mais forte no pulso, eu simplesmente parei de dar o nó nas suas pontas. Os enchia e soltava no ar, fazendo ele rodopiar perto de mim, por um momento meio breve, até perder todo o gás. Fiz isso por realmente muito tempo. Era uma forma fácil de me sentir feliz por ter um balão cheio, mesmo que ele não durasse muito tempo e nem andasse ao meu lado para todos os cantos, com uma fitinha nos unindo.
Mas outro dia, eu ganhei um balão tão diferente, que ao encher de gás, parei e fiquei contemplando tempo demais aquela cor, antes de soltar e o ver rodopiar.
E aí, para minha surpresa não consegui. E fiz um nó, prendendo o ar dentro dele. Amarrei uma fitinha azul no pulso e senti prender a minha respiração, ao amarrar o balão, na outra ponta com um nó forte.
Ele era tão lindo. Me faltava o ar, só de ficar olhando.
Sai andando com ele por todos os lugares, sem soltar, sem desamarrar, verificando sempre se o meu nó está bem preso. Mas às vezes eu me pego tão absorta na cor do meu balão, e em como ele fica quando bate o Sol, que eu esqueço da fitinha azul e de repente vejo ela meio solta. Meio longe. Entro em pânico.
Não sei mesmo o que faria se visse meu balão subir, subir e desaparecer no imenso mais acima. Sem poder fazer nada.
Eu queria escrever sobre balões e sobre como eles voam alto. Mas percebi que simplesmente não suporto a idéia de que quando são soltos, eles planam sozinhos. Até acabar todo o gás que os faz voar.
E tudo isso só pra dizer que eu preciso de você aqui, mesmo que o tempo passe, mesmo que a minha fitinha azul desbote.
Minhas incertezas foram embora, deixando espaço para o meu amor caber. E para os meus olhos enxergarem todo o vermelho vivo, contrastado na fitinha presa.
Não se solta de mim.
Às vezes me pego dando outros tantos nós por cima do primeiro. Mas de nada adiantaria, porque se o balão quisesse se soltar, o tempo faria isso por ele. Então se segura! É só isso que eu te peço.
Não se solta de mim.
Eu não saberia te ver voando pra longe daqui.
Texto escrito pela: Amanda Stefanone.
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Eu me identifique
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
precaução
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
aperto
Agora, eu sentada no escuro do meu quarto, pensando na minha manhã, pensando no seu rosto próximo do meu. Por quê? Por que meu dia esta assim? Ou melhor por que ficou assim? Eu sei o que é, eu sei, esse aperto aqui dentro, eu sei o que é.
Nada que eu faça hoje, irá mudar esse aperto.
Não tenho culpa de você ter o sorriso mais lindo do mundo, não tenho culpa de ficar com seu cheiro na minha roupa nem muito menos de você odiar meu perfume, não tenho culpa de você ter o melhor abraço muito menos de ele ser o mais confortável pra mim, não tenho culpa de não conseguir olhar nos seus olhos, eu menti para você,você é a única pessoa que eu não consigo olhar nos olhos, não tenho culpa de me sentir tão bem ao seu lado, não tenho culpa de com você eu ser tão tímida muito menos de não conseguir demonstrar o quanto eu fico feliz com você, não tenho culpa de sentir um frio na barriga quando você esta perto, não tenho culpa de tentar fingir que te odeio.
Você é uma parte de mim, aquilo que eu tenho e aquilo que me falta, eu não sei, eu só tenho medo, medo de ser a ultima vez que te tive por um dia, medo de só voltar a te ver no natal. Pense na pessoa que mais fez bem para você, triplique isso todos os dias, é o quanto você me faz bem.
Esse medo, esse aperto aqui dentro, é simplesmente a falta que você me faz. É simplesmente o medo de te decepcionar, o medo de você jogar tudo pro alto.
Mas antes de tudo, é o tempo que eu não tenho você do meu lado e também é o medo do que seu abraço me causa.
O mistério é o quanto você me faz bem.
Só, me desculpe.








