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sexta-feira, 4 de março de 2011

contorno


Está sobre a minha pele, tudo resolveu transparecer de um dia para o outro. Nada de anormal, apenas alguns sentimentos que eu guardava lá no fundo pronto para serem excluídos, decidiram por conta própria passar por cima e ficar expostos para quem me olhar ter a chance de decifrá-los.
Mas felizmente eu aprendi a escondê-los.
Às vezes eu até esqueço-me da existência deles, eu vivo com a mesma rotina mas uma luz estranha decidiu me acompanhar, ela tem uma cor puxada pro azul bebê, eu não tenho mais medo do escuro e ficar sozinha significa apreciar a incrível e misteriosa luz.
Com o tempo passando, ela não era só uma luz que ficava do meu lado, com o tempo ela foi ganhando a forma do meu corpo, ou melhor, contornando-o. Alguns dias ela brilhava mais e mais, em outros era uma camada fina que pouco aparecia, mas eu sabia que ela estava lá, até hoje ela continua aqui. Eu não sei pra que, mas comecei a reparar que poucas pessoas têm seu corpo contornado pela luz.
E ela ajuda, quando você menos espera, quando te falta coragem, quando você tem vergonha, você leva as mãos ao rosto e ao fazer isso percebe aquele brilho que não sai de você. Por as vezes você só precisar de alguém que te apoiei, você limpa suas mãos e a luz continua lá, olhando pra você e dizendo ‘eu não vou embora, aconteça o que acontecer, bom ou ruim, certo ou errado, quando você fechar os olhos, tudo será igual’. Ela fala, mesmo não falando, ela te olha mesmo não olhando, ela te da força por simplesmente brilhar, por simplesmente te iluminar.
Às vezes uma luz no lugar certo revela em você mesmo, detalhes seus que até hoje você não viu.
Ela nunca vai embora.
Mesmo que você não goste.
Ela permanece.
Mas sabe de uma coisa? Ela te acompanha desde sempre, basta você querer e merecer ver. Então fecha os olhos e sonha! Porque esse mundo só quem acredita verdadeiramente nos sonhos entende.
Então me fala, que cor é a sua?

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

por dentro e por fora

Quando olhamos uma pessoa, o nosso maior erro é achar que sabemos alguma coisa sobre ela. Ela pode ter uma aparência impecável, mas talvez a aparência seja a única coisa impecável nela. Não conhecemos ninguém somente por saber seu nome ou até mesmo sua banda preferida, passamos a conhecer as pessoas quando elas nos deixam olhar em seus próprios olhos.
Eu acho que não quero que ninguém me conheça, venho reparando há tempos que toda vez que sou apresentada a alguém, nunca deixo que ela olhe diretamente nos meus olhos. Medo? Angústia? Não sei.
Odeio quando tiram conclusões sobre mim, quando pensam que me conhecem. Ou metade das pessoas estão conformadas em simplesmente saber o básico sobre mim, ou eu nunca permiti que elas conhecessem mais que isso.
Não, eu não estava brava com você aquela noite, pelo contrario, eu te olhava quando você estava de costas, você obviamente não percebia até que você me olhou, mas eu não percebi. Eu fui jogada em seus braços, e sem sucesso alguém, eu tentei espaçar. Não vou negar que quero de novo mas nunca pratiquei tanto o desapego quanto agora.
Você já fez, uma vez, duas vezes, e porque não três?
Há sempre uma historia por trás de cada pessoa, há sempre um desejo escondido atrás de um sorriso, há sempre um mundo novo esperando você.
Eu venho aprendendo a cada dia que eu tenho a permissão de imaginar qualquer coisa de uma pessoa, mas até eu conseguir a permissão da mesma para encontrar seus olhos, eu vou guardar minha imaginação.
Eu olho para muitas pessoas, eu imagino centenas de coisas. Eu estou construindo a minha história. Eu estou construindo duas coisas, minha aparência e minha essência. Dentro e fora.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

retrospectiva


Esse ano foi como os outros, não chega nem aos pés do meu melhor ano, foi um ano neutro mas com uma pitada de dor e choro.
Tive várias surpresas, conquistei amizades que nunca imaginaria e perdi outras da mesma maneira, me surpreendi com tantas e me decepcionei com outras, ri de coisas que já me fizeram chorar, chorei de coisas que já me fizeram rir. Perdi uma pessoa que nunca passou pela minha cabeça que isso poderia acontecer, foi a pitada de dor e o choro que ainda marca.
Já já tudo recomeça, mais um janeiro, mais 12 meses, mais 365 dias.
Muitas e maiores incertezas, indecisões, duvidas, ricos, risadas, quedas, amizades, perdas, esperança, pessimismo, amores, ilusões, diversões e assim vai.
Cada ano a rotina aumenta, cada dia parece durar menos, cada hora se transforma em minutos. Vinte e quatro horas parece pouco pra mim.
Eu olho ao meu redor, vejo como tudo muda a cada dia, tudo fica velho, desgasta - até eu, até você – e cada vez mais, isso aparentemente acontece mais rápido.
Cada ano por mais insignificante ou horrível que ele tenha sido, foi para te mostrar algo, da pior forma talvez, mas é sempre quando somo mais exigidos que lembramos exatamente de tudo.
2010 pra mim e pra muita gente poderia ter sido melhor, mas não adianta torcemos para que 2011 seja melhor se nós não melhorarmos.
Foi mais um ano de descobertas, mais um ano de luta.
A cada ano que passa descobrimos o quanto somos fortes, nunca haverá algo no nosso caminho que não poderemos vencer. E se um algum dia você duvidar disso, se um dia você encontrar-se em um momento de queda infinito, feche os olhos, respire fundo, sinta o vento da queda em seu rosto, continue caindo, caindo e caindo, e quando parecer impossível, se você desejar e lutar, você vai perceber, ao abrir seus olhos, que você não bateu de cara no chão, algo te fez flutuar.
Pra mim, nós temos asas invisíveis. Que são nossos desejos e pedidos verdadeiros. Mas lembre-se que elas não te sustentaram para sempre, um dia você sustentará alguém. Depois de uma forte tempestade, sempre - sem nenhuma exceção – você verá o arco-íris.
Tchau 2010, pode ir, aprendi tudo o que podia.
Vem 2011 eu quero melhorar junto com você.
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Feliz 2011 de coração para todos que um dia tiraram cinco minutos para olhar esse blog e feliz 2011 pra quem não tem nem conhecimento do mesmo. Vem 2011, estamos prontos! ounão

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

brindar


Sabe aqueles dias, que você se olha no espelho e procura alguém do seu lado? Aqueles dias que você quer correr pra ver quem corre com você ou quem vai atrás? Aqueles dias que você deita no meio da sala, com o fone de ouvido no último volume querendo ser invisível? Aqueles dias que você só consegue escutar, opinar é uma coisa aparte. Pois bem.
Eu queria jogar tudo pro ar, dizer chega. Eu não suporto isso, e minha válvula de escape, cadê? Eu não tenho, ok, comer chocolate eu não considero como uma válvula de escape, eu considero pessoas.
Eu cansei de suportar coisas que nem sei por que suportava, eu cansei de correr atrás, eu cansei de ser assim a um ano atrás. Incrível que somente agora eu estou entrando em conflito com algumas pessoas, que não estão aceitando a pessoa que me tornei.
Desculpe-me mas eu to melhor assim, e pretendo ser pior.
Não vai ser uma garrafa na mão que vai mudá-la – por uma noite muda, toda vez que você tomá-la também – não vai ser um cigarro, não vai ser uma droga, não vai ser uma transa, não, só quem pode induzir você a mudança, são ocasiões, atitudes e pessoas – elas te induzem, mas apenas você permite a mudança.
Porra, levanta essa garrafa que se encontra na sua mão, faça um brinde a você mesmo. Não por você achar que tem idade para beber, porque isso você não tem, mas sim por você poder dizer, eu mudei, eu aprendi com meus erros, eu cresci, eu curti, eu chorei, eu fiquei de porre, eu amei, enfim porra eu vivi.
Brinde sozinho, a única pessoa que nunca te deixará é você mesmo.
Tudo vai e volta, mas quando volta, não volta como a primeira vez, volta na segunda ou terceira. Fazer algo na vida, é simplesmente fazer uma vez, as outras, nós mudamos, aperfeiçoamos.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

máscara


Lá estava, mais uma vez, igual a todas as outras, por algum motivo achei que essa seria diferente, de novo.
Eu olhei para todos os lados e eles só me falavam ‘sim’, não me davam o porquê, apenas sim. Então eu acreditei e fui, e eu não me arrependi disso até agora, apenas achei que duraria mais, pois antes de conseguir o que quer você é uma pessoa totalmente diferente, mas depois, como tantos outros você mudou, a máscara caiu.
Mas, quanto tempo essa máscara duraria? Nunca o tempo que eu queria.
Mas eu quis acreditar. Eu procuro em torno do mundo, mas não consigo encontrar, agora acho que o encanto acabou de vez, ou ele é igual um dente de leão, a última ‘pétala’ desprendeu-se como as outras, caiu, e agora eu vou ter que esperar até que ela, que agora se encontra deitada na terra, seja regada pela chuva e nasça um dente de leão totalmente renovado.
Eu não fiz o que me falaram, eu não escolhi, eu deixei que me escolhessem.
Nenhum plano, nem uma segunda chance e ninguém para culpar.
São palavras que eu não pude dizer, são palavras que eu não quero dizer.
Eu só queria isso de novo, e de novo. E se possível, se for certo pra mim, quero isso pelo tempo ideal.  
Mais um texto com palavras jogadas em uma folha, sem sentido pra você, mas com todo o sentido pra mim.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

no momento, agora


Cada dia começa diferente do outro, mesmo você achando que não. Você acorda com o cabelo diferente, seu corpo se encontra em outra posição, um segundo a mais ou um a menos, seu animo é diferente, mesmo que pareça tudo uma rotina, na verdade é uma rotina diferente a cada dia.
Dias eu acordo vidrada no meu passado, de porque algumas coisas acontecerão ou porque não acontecerão, porque teve que passar rápido. Dias eu acordo vidrada no meu futuro, sair dessa cidade, me formar, encontrar um amor, e viver.
Percebeu que nunca olhamos para o presente? Estamos sempre planejando o futuro, que um dia será o nosso presente, e quando esse dia passar ele será nosso passado, e no amor, isso causa danos irreversíveis na maioria das vezes.
A verdade é que nunca queremos que algo que gostamos tenha fim, então sempre planejamos um futuro para tudo que é importante para nós.
Porque não aproveitar um momento junto de um amor, sem pensar na saudade que dará depois? É o simples medo de perder. Porque não prestar atenção em cada palavra que um amor diz? Porque querer que aquilo dure a eternidade, sendo que talvez aquilo que você deseja que seja sua eternidade é uma coisa extremamente falsa, você ainda vai querer isso?
Queremos sempre apressar as coisas, sempre planejamos tudo, nunca deixamos acontecer. Não pressione ninguém, nunca sufoque alguém. Desgasta. Sou prova viva de que fazer isso, só faz com que várias pessoas saiam da sua vida.
Lute com toda a sua garra.
Mas nunca lute por alguém que não quer ter marcas no corpo.
O momento, chamado agora, é a única coisa que se aproxima da certeza, eu disse se aproxima, não que é uma certeza. Agora eu tenho você, daqui a um minuto eu ainda terei? Talvez nesse minuto eu esteja brigando com você, e depois vou me perguntar o porquê de não ter aproveitado meu último minuto com você. Pare de ignorar as possibilidades que te rodeiam, e considerando elas, aproveite cada momento do seu agora.
Você tem certeza que o seu amanhã será do jeito que você planejou?

sábado, 4 de dezembro de 2010

20 minutos


Ontem, hoje, amanhã. Claro, escuro. Noite, dia, tanto faz.
Parece que voltei á um ano atrás, quando eu acordava cedo em pleno domingo e sentava na frente de casa por 20 longos minutos, até minha mãe me chamar para entrar. Eram sempre sete e meia da manhã, e a minha desculpa de todo domingo para fazer a mesma coisa era que eu não conseguia dormir mais e que amava ver o céu logo cedinho, mas na verdade há um ano eu penso em como será daqui pra frente, o que mais terei que enfrentar e o por que.
Nunca consegui uma resposta e vejo que não conseguirei tão cedo, talvez não seja necessário, bom tanto faz, eu vou passar por muitas coisas sabendo o porquê delas ou não, acho que saber a causa só me confortaria ou me deixaria mais indignada.
Eu tenho medo é do futuro, por isso necessito de tantas respostas, as vezes por não estar preparada para deixar meus 20 minutos para trás, e nem as pessoa que conquistei nessa pequena cidade do interior. Mas eu não vou deixar de correr atrás do meu sonho por isso, eu não tenho noção da dor que será, mas depois de um tempo, quando a cidade ficar mais velha e eu também, eu volto aqui para visitar. Sei que cada um terá um caminho diferente, mas todos nós tivemos a mesma origem.
Eu vou querer meus 20 minutos para sempre.
Hoje, um ano depois dos meus 20 primeiros minutos, me deparo acordando todos os domingos sete e meia da manhã, sentando em frente de casa com meu ipod no último volume, minhas perguntas são diferentes, mas tem o mesmo fundo de antes.
Nos meus próximos 20 minutos diários, eu vou lembrar sempre da pedra que deixo rolar toda vez, das folhas que vejo cair e do sol iluminando a pequena cidade do interior.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

balões

Eu gosto de balões e de como voam alto. De todas as suas cores. Mas, especialmente de quando são amarrados todos juntos em um fitilho que tenha uma cor alegre. Geralmente cor-de-rosa. Já reparou?
Eu lembro de uma vez quando era pequena e enchi um balão vermelho maior que o normal, com aquele gás que faz voar alto. E amarrei uma fitinha azul no meu pulso e na ponta do nó vermelho, mais acima. E fiquei assim, presa ao meu balão, que parecia alto demais se eu arriscasse um olhar pra cima. E fui brincar.
No meio de uma corrida, o nó da fita se soltou e o balão saiu voando meio rápido para o meu pouco tamanho conseguir alcançar. Não podia fazer nada mais do que olhar ele subir. E subir um pouco mais.
Porque só o meu balão? Não podia ser o das outras meninas? E foi aí que eu entendi o que era perder.
Pode ser um exemplo bobo, mas vendo aquele vermelho virar um pequeno pontinho no céu enorme, eu percebi como é ruim ver o que você gosta, indo embora.
Desde então, ao invés de amarrar os meus balões mais forte no pulso, eu simplesmente parei de dar o nó nas suas pontas. Os enchia e soltava no ar, fazendo ele rodopiar perto de mim, por um momento meio breve, até perder todo o gás. Fiz isso por realmente muito tempo. Era uma forma fácil de me sentir feliz por ter um balão cheio, mesmo que ele não durasse muito tempo e nem andasse ao meu lado para todos os cantos, com uma fitinha nos unindo.
Mas outro dia, eu ganhei um balão tão diferente, que ao encher de gás, parei e fiquei contemplando tempo demais aquela cor, antes de soltar e o ver rodopiar.
E aí, para minha surpresa não consegui. E fiz um nó, prendendo o ar dentro dele. Amarrei uma fitinha azul no pulso e senti prender a minha respiração, ao amarrar o balão, na outra ponta com um nó forte.
Ele era tão lindo. Me faltava o ar, só de ficar olhando.
Sai andando com ele por todos os lugares, sem soltar, sem desamarrar, verificando sempre se o meu nó está bem preso. Mas às vezes eu me pego tão absorta na cor do meu balão, e em como ele fica quando bate o Sol, que eu esqueço da fitinha azul e de repente vejo ela meio solta. Meio longe. Entro em pânico.
Não sei mesmo o que faria se visse meu balão subir, subir e desaparecer no imenso mais acima. Sem poder fazer nada.
Eu queria escrever sobre balões e sobre como eles voam alto. Mas percebi que simplesmente não suporto a idéia de que quando são soltos, eles planam sozinhos. Até acabar todo o gás que os faz voar.
E tudo isso só pra dizer que eu preciso de você aqui, mesmo que o tempo passe, mesmo que a minha fitinha azul desbote.
Minhas incertezas foram embora, deixando espaço para o meu amor caber. E para os meus olhos enxergarem todo o vermelho vivo, contrastado na fitinha presa.
Não se solta de mim.
Às vezes me pego dando outros tantos nós por cima do primeiro. Mas de nada adiantaria, porque se o balão quisesse se soltar, o tempo faria isso por ele. Então se segura! É só isso que eu te peço.
Não se solta de mim.
Eu não saberia te ver voando pra longe daqui. 


Texto escrito pela: Amanda Stefanone.
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Eu me identifique MUITO com ele, então não tinha como não postar.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

precaução


Lá no fundo eu não vejo nada, mesmo estando no alto, mesmo eu conhecendo a vista, o dia nublado me permite imaginar tudo com outras cores e formas, e isso me fascina.
Dia nublado, chuva, cada gota, eu tenho que dizer o que tudo isso me lembra? Eu gosto de perguntas mas tenho medo de cada resposta e eu preciso das suas.
Tudo me causa um enorme desespero e na verdade isso piora quando está nublado.
Minha rotina já envolve você, já envolve o medo de perder, a saudade, a distância, o desespero quando você some e não responde minha perguntas. Tudo ligado a quem não devia, a quem eu nunca imaginaria, me causa desespero.
É possível algo que te fascina te fazer tão mal? Não existe hora nem porque, existem situações que se não mudam sua vida, te marcaram para sempre. São situações inesperadas e se aconteceu uma vez com você, porque não pode vir a acontecer pela segunda vez? Isso causa desespero, daqueles que você não sabe a resposta, é igual quando você se pergunta, se já inventaram tanta coisa, porque ainda não inventaram um chocolate que não engorda? Já que até hoje eu não tenho você (fisicamente), ele é a cura para o meu desespero.
Para mim vivemos na base de testes, a todo o momento. Esse  é apenas mais um, que logo irá acabar, nem eu nem você ganharemos notas, e sim, apenas saberemos se passamos ou não.
Enquanto isso eu vivo no meu desespero constante, com medo de não passar pelo teste e ele levar você de mim.
Vou procurar algo alternativo para o chocolate, só por precaução.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

aperto

Agora, eu sentada no escuro do meu quarto, pensando na minha manhã, pensando no seu rosto próximo do meu. Por quê? Por que meu dia esta assim? Ou melhor por que ficou assim? Eu sei o que é, eu sei, esse aperto aqui dentro, eu sei o que é.

Nada que eu faça hoje, irá mudar esse aperto.

Não tenho culpa de você ter o sorriso mais lindo do mundo, não tenho culpa de ficar com seu cheiro na minha roupa nem muito menos de você odiar meu perfume, não tenho culpa de você ter o melhor abraço muito menos de ele ser o mais confortável pra mim, não tenho culpa de não conseguir olhar nos seus olhos, eu menti para você,você é a única pessoa que eu não consigo olhar nos olhos, não tenho culpa de me sentir tão bem ao seu lado, não tenho culpa de com você eu ser tão tímida muito menos de não conseguir demonstrar o quanto eu fico feliz com você, não tenho culpa de sentir um frio na barriga quando você esta perto, não tenho culpa de tentar fingir que te odeio.

Você é uma parte de mim, aquilo que eu tenho e aquilo que me falta, eu não sei, eu só tenho medo, medo de ser a ultima vez que te tive por um dia, medo de só voltar a te ver no natal. Pense na pessoa que mais fez bem para você, triplique isso todos os dias, é o quanto você me faz bem.

Esse medo, esse aperto aqui dentro, é simplesmente a falta que você me faz. É simplesmente o medo de te decepcionar, o medo de você jogar tudo pro alto.

Mas antes de tudo, é o tempo que eu não tenho você do meu lado e também é o medo do que seu abraço me causa.

O mistério é o quanto você me faz bem.

Só, me desculpe.